Aqui vou escrever - ou melhor, tentar escrever - sobre coisas que acontecem comigo. Então, desde já aviso que não espere ler algo mirabolante ou mesmo que aqui tenha frequência. Desculpa, mas eu tenho momentos e momentos...
:: LOG 01 ::
Olá, caro psiconauta... Faz um tempinho que terminei de "arrumar" esta página. Pretendia fazer a primeira postagem na primeira semana de outubro, mas acabei me distraindo terminando o site e focando em aprender mais JavaScript, então adiei bastante este momento.
Primeiro: completei ano no dia 05 de outubro, mesma data de lançamento do primeiro mini álbum do aespa (Savage). Segundo: nada mais de interessante aconteceu (rs), fora eu ter ganhado de presente um tamagotchi — peguei ranço em menos de 48 horas — e uma daquelas pistolas de fazer bolhas de sabão. Terceiro: reassisti alguns filmes, como Convenção das Bruxas (1990) e o remake de 2020. Prefiro a versão com a Anjelica Huston e achei uma pena terem desperdiçado o talento da Anne Hathaway num remake ruim e cheio de efeitos exagerados. Também assisti Invasor Zim e o Florpus, o que me fez sentir falta dos traços angulares e da paleta de cores mais escura da série; não curti o novo visual da Gaz.
Para finalizar: agora que vou passar algumas semanas sem ir ao laboratório, tenho focado em fazer capas para as minhas histórias e admito que gosto dos resultados, principalmente depois de ter descoberto cores que me agradam (#D989BD, #88B0BD, #F2F0D5, #D9851E e #343434).
Enfim — tenha uma ótima semana.
:: LOG 02 ::
Olá, caro psiconauta… Deixa eu contar umas coisas que têm me atormentado desde o primeiro post para cá.
Hoje terminei de postar a minha lore — a que inventei para uma possível temporada do SMCU do aespa, partindo de uma ideia de conceito solarpunk que gosto muito — no site que criei, mesmo sabendo que ninguém vai ler. Assim que salvei no GitHub, onde hospedei minha humilde aerozonia, percebi que aquela sensação de tédio infinita voltou me espancando com toda força.
Certo, deve ser normal neste momento porque vou ficar até o próximo ano (2026) sem ir ao laboratório, portanto não terei muito o que fazer, mas puta que o pariu, sabe? Geralmente gasto todo o tempo livre que tenho — e o que não tenho, às vezes — no Twitter. Só que, nesta semana, percebi o quanto aquela rede social está se tornando cada vez mais insalubre para mim, a ponto de me estressar no minuto em que abro o aplicativo, mesmo que meu intuito seja apenas acompanhar o aespa em tempo real. Além disso, “conversar” com pessoas tem me cansado — não por antipatia, mas porque exige energia demais: para medir palavras, para me defender, para evitar ser usada e para sustentar alguma versão mínima de mim. Tudo isso me drena e deixa minha mente em frangalhos.
Também me dei conta de que as vidas alheias não me interessam a ponto de eu acompanhá-las para comentar, e os criadores de conteúdo parecem superficiais demais para eu buscá-los como forma de entretenimento; os que acompanho não postam vídeos com frequência, daí explode de vez o cu do palhaço.
Assim, reli tudo o que escrevi até este ponto e aceito que posso ser considerada uma chata (rsrs), mas estou sendo uma chata sincera. Tenho muita dificuldade para encontrar algo que me tire do tédio e, aparentemente, blogs continuam sendo um refúgio para mim. Gosto de ler blogs, pequenos fragmentos de vida, porque textos simples me despertam a vontade genuína de escrever, mesmo quando tudo que produzo parece sem brilho.
Bem que eu poderia discorrer mais sobre minhas frustrações cotidianas imersa num tédio tão cretino, mas minha energia já começou a se esgotar. Então é aqui que me despeço, por enquanto…
Ah — antes de ir realmente: se o Bolsonaro virou oficialmente um presidiário, significa que ainda existe justiça no Brasil (e karma também). Dito isso, tenha um ótimo final de semana e beba água =)
:: LOG 03 ::
Olá, caro psiconauta… Desta vez eu não vim contar nada do que aconteceu comigo realmente, mas sim sobre uma coisa que me entreteu por uma tarde inteira e me deixou pensativa de alguma forma. Então, este log é sobre “Paciente 63” e minha resenha sobre essa série.
Primeiro, um breve resumo:
A história começa em 2022, quando a psiquiatra Elisa Amaral “recebe” como paciente um homem misterioso chamado Pedro Roiter, registrado como “paciente 63”, que afirma ter vindo do ano 2062 com a missão de evitar o fim do mundo, pois haverá uma catástrofe causada por um vírus mortal chamado “Pégaso”.
No início, Pedro é tratado como um caso de “psicose paranoide”, mas com o desenrolar da primeira temporada, a doutora Elisa se envolve demais na narrativa contada pelo seu paciente e começa a questionar a linha entre a realidade e o delírio, além disso se existe mesmo a possibilidade de viagens no tempo (para o passado).
No total, são três temporadas. A versão brasileira se trata de uma adaptação da audiossérie chilena “Caso 63”, criada por Julio Rojas.
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Agora minha opinião *alerta de spoilers* :
Gostei muito de ouvir “Paciente 63”, foi a primeira série original do spotify que ouvi na vida. As vozes da Mel Lisboa (doutora Eliza) e do Seu Jorge (Pedro Roiter) se encaixaram tão bem nos personagens que, em vários momentos, parecia que eu estava ouvindo pessoas reais — são dois bons atores, que sabor — e não meros personagens de uma história de ficção científica. Isso fez muita diferença para mim.
A primeira temporada foi a que eu mais gostei. Creio que principalmente porque o tema das viagens no tempo sempre me interessou, acho que a esperança de alguém tentar nos salvar de um futuro catastrófico enquanto há tempo me impacta mais do que deveria. Também gosto da sensação de mistério, ansiedade e a torcida para que a doutora Eliza acreditasse no Pedro e o ajudasse em sua missão tão importante (mesmo sabendo que toda a incredulidade de uma psiquiatra diante de uma história tão mirabolante fosse coerente até certo ponto).
A segunda temporada também foi muito boa, mas de uma forma completamente diferente porque é mais emocional e sobre o relacionamento entre a doutora Beatriz (Emília, como a doutora Eliza se chama na linha de 2012 para a qual ela volta depois de ter falhado na missão de ajudar o Pedro no final da primeira temporada) e a outra versão do Pedro, chamada Vicente.
Sobre a terceira, e última, temporada… Bem, eu gostei, mas com ressalvas. Os episódios foram bem mais cansativos para mim, porque no spotify a maioria está fora de ordem e isso quebrou bastante a minha imersão já que precisava mudá-los constantemente. Além disso, minha capacidade de pensar estava gasta depois de tudo o que aconteceu nas temporadas anteriores, também aconteceram muitos vai e volta, muitas crises existenciais que foram muito pesadas para que eu pudesse lidar com tanta intensidade (a Mel Lisboa e o Seu Jorge merecem um oscar, sério).
Então confesso que o final me decepcionou um pouco, — não a ponto de não querer ouvir a série novamente, porque eu vou — por descobrir que tudo (na minha interpretação) não passava de uma simulação. Não que isso seja ruim em si, mas não era o tipo de explicação que eu esperava. Foi uma quebra de expectativa agridoce.
No último episódio, fiquei realmente nervosa ao perceber que a linha três — a que a Maria Cristina cumpre sua missão e quebra o mecanismo — podia já ter acontecido diversas vezes se o final tivesse a explicação que eu queria. Essa possibilidade infinita de repetições de erros e acertos me deixa mais desconfortável do que satisfeita, então não entendo o porquê do final ter me decepcionado…
Enfim, recomendo a série e que você tire suas próprias conclusões/interpretações.