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Vistas & Vozes

observaçÔes, reflexÔes e registros atemporais

UM JORNAL SOBRE MINHA ANSIEDADE

arquivo contĂ­nuo
sem data
sem urgĂȘncia

Este, provavelmente, vai ser um relato confessional sobre a minha atual maior ansiedade: redes sociais. Eu criei coragem para desabafar sobre isso depois de ler o site “Mortaki”, cujo autor se autodenomina “Bard” (Bardo, em portuguĂȘs, eu acho), especialmente o texto sobre a teoria da internet viva e o renascimento da web.

O que mais me aflige e tem me deixado extremamente nervosa por estar online — principalmente ativa no twitter — Ă© perceber como parece difĂ­cil lembrar que as outras pessoas na internet sĂŁo humanas. Muitas vezes, nem parecem ser. Isso faz com que a teoria da internet morta faça cada vez mais sentido para mim.

Eu nĂŁo sei, nĂŁo sei nem se este texto pode fazer sentido para alguĂ©m que, porventura, venha ler isso enquanto fuça aqui no meu cantinho, mas eu preciso tirar esse fardo que tem me estressado bastante e sugado boa parte da minha energia. Eu realmente nĂŁo consigo mais “entrar” no Twitter — e me recuso a chamar de “X”, que rebranding pĂ©ssimo, hein, Elon Musk — sem esperar ver coisas ruins e palavras cruĂ©is sobre o meu hiperfoco isolado (aespa), sem nenhum motivo aparente, apenas pela vontade alheia de serem odiosas e de mendigar curtidas.

Eu sinto vontade de tacar meu celular na parede. Imediatamente, tenho uma crise de ansiedade.

A pior parte Ă© que nĂŁo tenho como abandonar aquele inferno na terra completamente, pois Ă© a Ășnica forma de acompanhar minhas faves em “tempo real”. AlĂ©m disso, eu interajo e acompanho outras pessoas que compartilham os mesmos gostos e estresses diĂĄrios que eu.

Se eu pudesse, destruiria todas essas pragas que acordam jå com o objetivo de arruinar o humor de todo mundo. Eu poderia derrubar contas e expor o quão patéticos são em suas vidinhas medíocres fora da internet. Sim, eu poderia. Mas ainda não cheguei ao ponto de cometer crimes e descer ao nível dessa gente.

De toda forma, espero um dia conseguir me anestesiar o suficiente para ignorar essas merdas.